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5 tendências em saúde corporativa para 2026

Promoção da saúde nas empresas
Saúde assistencial
saúde mental
Segurança e saúde no trabalho

As tendências em saúde corporativa apontam para um cenário de profundas transformações com o aumento dos custos assistenciais, as mudanças no perfil dos trabalhadores e a necessidade de ambientes mais saudáveis e sustentáveis. Tudo isso exige que as empresas repensem a forma como cuidam das pessoas.

Em 2026, os empregadores que desejam manter competitividade e equilíbrio financeiro precisam estar atentas a esse novo cenário. Mais do que reagir a problemas, o foco passa a ser antecipar riscos, tomar decisões baseadas em dados e estruturar ações que gerem impacto real no curto e no longo prazo.

As tendências que você vai conhecer nesse texto são:

  1. NR 1 e os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho
  2. Saúde mental
  3. Cuidado integral: saúde física, emocional e social
  4. Saúde baseada em dados
  5. Saúde corporativa na pauta ESG

Os desafios na saúde para empresas em 2026

O cenário atual da saúde corporativa é caracterizado, principalmente, por dois fatores: o aumento dos custos com saúde ao mesmo tempo em que cresce a demanda por cuidado integral. Saiba mais abaixo:

Aumento acelerado nos custos

Em 2026, o custo com sinistros médicos (qualquer evento que seja coberto por planos de saúde) deve crescer em 11%. É o que aponta o relatório Health Trends 2026, da Mercer Mash Benefits, que você pode acessar aqui. Esse é o sexto ano consecutivo com aumento de dois dígitos, e não há sinais de desaceleração. O acesso à saúde está literalmente custando caro, tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas.

Mais demanda por cuidado integral

A pesquisa Well-Being at Work Survey (Bem-estar no trabalho), realizada pela consultoria Deloitte, apontou que 74% dos 3.150 trabalhadores entrevistados priorizam o bem-estar à progressão de carreira. Além disso, 75% das pessoas em cargos C-Level, 64% dos gerentes e 60% dos colaboradores que exercem outras funções estão dispostos a deixar um emprego por outro que lhe ofereça mais oportunidades de ampliar seu bem-estar. Ou seja, o cuidado passa a ser uma estratégia para aumentar a satisfação das equipes e para a retenção de talentos.

As principais tendências em saúde corporativa para 2026

Em 2026, o principal desafio relacionado à saúde para as empresas será justamente buscar o ponto de equilíbrio entre promover o cuidado que os colaboradores desejam e o controle de custos. E a resposta para isso está na gestão de saúde, prevenção, promoção do bem-estar e no uso inteligentes de dados. 

Confira abaixo as principais tendências para este ano.

1 – NR 1 e os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho

A atualização da NR 1, que determina que os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT) sejam identificados no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) entra em vigência a partir de 25 de maio de 2026. 

A mudança na norma segue uma tendência de conscientização e cuidado com a saúde mental. Os transtornos emocionais têm origem em diversos fatores e o que a medida pretende é mitigar um deles: os riscos relacionados à organização do trabalho. Alguns gestores, porém, ainda têm dúvidas do que são os FRPRT e de como distingui-los de outras situações, de caráter mais subjetivo e relacionados ao estilo de vida dos trabalhadores. 

Temos um texto específico aqui no blog sobre a atualização da NR 1. Recomendamos a leitura para entender melhor como se preparar para as alterações. Acesse abaixo:

NR-1 atualizada: O que muda para as empresas?

2 – Saúde mental

Enquanto a atualização da NR 1 é uma medida legal para a redução dos riscos psicossociais relacionados à organização do trabalho, as empresas também podem realizar ações para lidar com outros fatores que impactam a saúde mental dos trabalhadores, mesmo que sejam externos ao ambiente laboral.

Estima-se que cerca de 15% da população mundial ativa sofra de algum transtorno mental. Com o aumento dos afastamentos por CID F, que diz respeito a problemas como depressão, ansiedade e burnout, os empregadores têm sentido cada vez mais o impacto dessas condições: prejuízo à qualidade de vida dos colaboradores, o aumento do turnover, perdas financeiras e o crescimento dos índices de presenteísmo.

Ações de conscientização sobre o tema, oferta de suporte psicológico e a garantia de um ambiente seguro para abordar o tema são algumas das medidas que podem ser adotadas.

Confira no blog: 7 práticas para um ambiente seguro e acolhedor

O retorno é positivo: 63% dos colaboradores de alta performance pertencem a times com forte senso de suporte emocional e encorajamento, de acordo com pesquisa da Deloitte

Nesse contexto, é fundamental preparar a liderança para identificar os sinais de estresse, ansiedade e sobrecarga, além de oferecer acolhimento à equipe. O SESI Saúde contribui para isso por meio de um serviço focado exclusivamente em líderes e gestores. 

Conheça a Trilha de Liderança em Saúde Mental e outras ações do SESI Saúde

3 – Cuidado integral: saúde física, emocional e social

Para promover mais bem-estar e qualidade de vida, uma demanda crescente dos trabalhadores, as empresas devem tratar a saúde de forma holística. Esse conceito integra aspectos físicos, emocionais, sociais, financeiros e espirituais do indivíduo.

O primeiro passo para adotar uma visão 360 do bem-estar deve ser o mapeamento das dores e necessidades dos trabalhadores. Em seguida, vem a implementação de programas integrados de saúde, conectando aspectos como:

  • Ergonomia
  • Nutrição
  • Atividade física
  • Prevenção de doenças
  • Inteligência emocional
  • Senso de pertencimento
  • Educação financeira, e outros

4 – Saúde baseada em dados

Nada de achismo. As empresas devem realizar uma consulta metodológica das necessidades (como pesquisas de clima organizacional) e definir indicadores de desempenho (KPIs) a fim de mensurar a eficácia das ações. 

Dessa forma, além de garantir um impacto positivo na saúde e bem-estar dos trabalhadores, é possível tomar decisões mais assertivas e evitar perdas devido a estratégias ineficientes.

Alguns KPIs importantes são:

  • Taxa de absenteísmo e turnover
  • Número de acidentes
  • Sinistralidade do plano de saúde

5 – Saúde corporativa na pauta ESG

O S (social) de ESG tem ganhado mais atenção dos gestores, e as políticas relacionadas à saúde fazem parte desse pilar. As ações nesse sentido ampliam as vantagens competitivas da empresa, melhoram a reputação da marca e, claro, contribuem para a qualidade de vida dos trabalhadores.

As políticas de saúde no ESG devem envolver:

  • Engajamento das lideranças
  • Conformidade em segurança e saúde do trabalho (SST)
  • Promoção da saúde em bem-estar
  • Governança corporativa em saúde
  • Oferta de benefícios
  • Diversidade e inclusão

O papel do RH na gestão de saúde

Em 2026, o RH deve se tornar protagonista na gestão da saúde corporativa, assumindo um papel cada vez mais estratégico, orientado por dados e focado na prevenção de doenças. Dados como os níveis de absenteísmo, custos com plano de saúde e nível de satisfação dos trabalhadores são parte da rotina desse profissional, dando subsídio para o desenvolvimento de ações que beneficiam tanto a empresa quanto os colaboradores.

Mais do que administrar benefícios, trata-se de liderar uma agenda que protege as pessoas, promove melhorias no ambiente de trabalho e contribui para a sustentabilidade do negócio no longo prazo.