O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. É um movimento internacional criado no início da década de 90, quando o símbolo da prevenção ao câncer de mama — o laço cor-de-rosa — foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA).
Desde então, se faz presente no calendário de ações de saúde.
Campanhas nas empresas – A Lei nº 15.377/2026, sancionada em abril de 2026, determina que as empresas devem divulgar campanhas oficiais de saúde, inclusive de prevenção ao Câncer de Mama. Com isso, o Outubro Rosa passa a ter ainda mais importância na saúde corporativa.
Neste conteúdo, iremos falar sobre os cuidados relacionados à saúde feminina, principalmente ao câncer de mama. Fique aqui e confira!
Como está o cenário atual?
O câncer de mama é o segundo câncer mais comum entre as mulheres brasileiras, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Vale notar que homens também podem desenvolver o câncer de mama, mas representam apenas 1% dos casos.
Estimativa de casos – O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que 78.610 pessoas receberão o diagnóstico de câncer no país entre 2026-2028.
Mortalidade – Em 2024, a taxa de mortalidade da doença no Brasil foi de 17,23%, acima da média mundial (12,69%). As regiões Sul e Sudeste apresentaram as maiores taxas no território nacional, com 18,96% e 18,06% dos casos resultando em mortes, respectivamente.
O impacto é maior do que apontam as estatísticas. Isso porque, quando uma pessoa luta contra o câncer, sua família e comunidade também enfrentam essa batalha.
O que é o câncer de mama e quais os principais sinais?
O câncer de mama é uma doença onde ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno.
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas suspeitos da doença são:
- Qualquer caroço (nódulo) mamário em mulheres com mais de 50 anos;
- Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual;
- Caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo ou que vem aumentando de tamanho;
- Secreção com sangue de um único mamilo;
- Alterações no formato do mamilo;
- Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
- Ferida ou irritação na pele da mama semelhante a uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns;
- Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços e axilas.
Fatores de risco
Não há uma causa única para o câncer de mama. Mas diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, entre outros
Além desses, existem ainda fatores comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos que podem contribuir para o desenvolvimento, confira:
Idade :
A idade é um dos principais fatores de risco do câncer de mama, de acordo com dados do INCA: cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.
Comportamentais ou ambientais:
- Obesidade e sobrepeso;
- Atividade física insuficiente (menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana);
- Consumo de bebida alcoólica;
- Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-x, tomografia computadorizada, mamografia, etc);
- História de tratamento prévio com radioterapia no tórax.
- Tabagismo (fumo), incluindo cigarros eletrônicos.
Aspectos hormonais:
- Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
- Não ter filhos;
- Primeira gravidez após os 30 anos;
- Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
- Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
- Ter feito terapia de reposição hormonal (estrogênio-progesterona), principalmente por mais de cinco anos.
Fatores hereditários ou genéticos*:
- Histórico familiar de câncer de ovário; de câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos; e caso de câncer de mama em homem;
- Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
*Em relação aos fatores hereditários ou genéticos, o INCA afirma que apenas 5 a 10% dos casos estão relacionados a eles.
É importante ressaltar que a presença desses fatores não significa que a mulher vá, necessariamente, desenvolver a doença.
Como prevenir o câncer de mama
A adoção de hábitos saudáveis é a principal forma de prevenção da doença que está ao nosso alcance. E o efeito é significativo: cerca de 17% dos casos podem ser evitados com a adoção de um estilo de vida saudável.
Isso inclui:
- Alimentação balanceada;
- Atividade física regular;
- Controle do peso;
- Consumo moderado de bebidas alcoólicas;
- Não fumar, inclusive cigarros eletrônicos.
Amamentação – No casos de mulheres com filhos, amamentar o bebê pelo máximo de tempo possível também é um fator de proteção.
Riscos ocupacionais – Caso haja exposição a algum fator de risco no ambiente de trabalho, como radiações ionizantes ou certos tipos de agentes químicos, é fundamental a adoção de medidas de segurança, como o uso correto de EPIs. Esses riscos e as medidas de proteção devem constar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa.
Autoexame das mamas e autoconhecimento corporal
O autoexame das mamas não é mais recomendado como método isolado de rastreamento de tumores porque, ao longo dos anos, estudos demonstraram que ele não reduz a mortalidade.
Além disso, o método também aumenta o número de alarmes falsos, que causam preocupação e levam mulheres a realizar exames desnecessários, aumentando os níveis de ansiedade e outros impactos emocionais.
Porém, isso não significa que a mulher não deve prestar atenção no seu corpo.
Os médicos recomendam o autoconhecimento corporal. Enquanto o autoexame é uma técnica com movimentos específicos e periodicidade fixa, o autoconhecimento corporal é um cuidado contínuo. As mulheres devem ser incentivadas a observar e tocar as mamas no dia a dia e a conhecer suas características. Assim, serão capazes de identificar qualquer alteração o mais cedo possível.
Dados relevantes sobre o câncer de mama
- O câncer de mama é uma doença que, se detectada precocemente, tem até 95% de chances de cura.
- Cerca de 38% dos diagnósticos só ocorreram em fases avançadas da doença.
- 54% das mulheres subestimam a importância da mamografia.
- 90,8% é a taxa de sobrevivência relativa de 5 anos.
- Cerca de 37% dos casos levam mais de 30 dias para confirmar o diagnóstico após a consulta.
O SESI apoia a campanha do Outubro Rosa
Como visto, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. Por isso, nós do SESI Saúde, lembramos a você da importância deste autocuidado. Dê uma pausa na correria neste mês de outubro, faça o autoexame e marque a sua mamografia anual.
O autoexame não exclui a necessidade de fazer a mamografia (raio-x da mama que permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno), mas auxilia diretamente no diagnóstico precoce. A sua vida vale muito.
Na sua empresa, vale destacar a importância de investir em ações de conscientização e de promoção da saúde com palestras, eventos e atividades educativas temáticas com as soluções de eventos em saúde do SESI/SC.