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Metodologia SESI avaliação de riscos ocupacionais

Metodologia SESI: referência nacional na avaliação de riscos ocupacionais

Segurança e saúde no trabalho

Você já parou para pensar como seria o mundo se os riscos ocupacionais não fossem prevenidos ou controlados?  É até difícil de imaginar, mas provavelmente os hospitais teriam muitos pacientes contaminados com produtos químicos, lesionados por acidentes com ferramentas e máquinas, com ossos fraturados por conta de quedas, entre outras possibilidades.

Fato é que em todas as empresas, independentemente da área de atuação, os riscos ocupacionais existem, mesmo que em diferentes níveis. Avaliá-los, antes mesmo de acontecerem, é uma forma de controlar situações perigosas, de proteger os trabalhadores de danos graves – muitas vezes irreversíveis – e de melhorar a eficiência das empresas.

Preocupado com isso, o SESI se destaca no assunto, sendo um dos pioneiros na gestão de riscos. Desde 2004, criou e vem aperfeiçoando uma metodologia própria para a correta avaliação de riscos ocupacionais.

Então se você quer saber mais sobre o método de avaliação de riscos do SESI, continue a leitura.

Um breve resgate histórico da saúde e segurança do trabalho (SST) no Brasil

As Normas Regulamentadoras (NRs), principais ferramentas de controle e fiscalização da saúde e segurança nas empresas, foram incluídas na Consolidação das Leis do Trabalho em 1977. Mas nem sempre foi assim. Até a aprovação da lei que estabeleceu as NRs, a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho tinha um viés mais corretivo do que preventivo.

Entre os marcos importantes podem ser citados:

  • 1919: o Decreto nº 3.724 determina as obrigações em caso de acidentes de trabalho;
  • 1943: o Decreto-Lei nº 5.452 cria a Consolidação das Leis do Trabalho;
  • 1966: criação da Fundacentro, Fundação que promove ações de segurança e de medicina no trabalho;
  • 1977: criação das NRs e a atualização gradativa ao longo dos anos seguintes.

A evolução da metodologia SESI para avaliação de riscos ocupacionais

Assim como as NRs e a legislação trabalhista são frequentemente atualizadas para estarem de acordo com as necessidades impostas pela transformação do trabalho, a metodologia SESI também acompanha essas mudanças.

Apesar de ter sido desenvolvida em 2004, já a partir de 2005 recebeu um upgrade importante. Em um projeto de cooperação internacional Brasil/Canadá, o SESI foi selecionado para participar da troca de conhecimentos sobre temas relacionados à SST, como a implantação de um sistema de gestão.

Essa troca de experiências foi importante para incorporar novas práticas à metodologia e validá-las de acordo com exigências de normas internacionais. A metodologia SESI passou então a ser  disseminada em eventos, publicações e diretamente com empresas preocupadas com o assunto.

Mais recentemente, no ano de 2020, com a exigência do Programa de Gestão de Riscos (PGR) na NR-1, uma nova revisão da metodologia foi feita, adequando-se à atualidade. 

A nova NR-1 trouxe as diretrizes para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e, nele, os requisitos de implementação do PGR. Além dessa mudança, o PGR passou a incluir, além dos riscos ambientais (provocados por agentes físicos, químicos e biológicos), os riscos ergonômicos e mecânicos na lista de riscos ocupacionais a serem avaliados.

Dessa forma, a metodologia SESI foi ajustada para contemplar todas essas mudanças.

Leia também: Higiene ocupacional: conheça os riscos ambientais que colocam trabalhadores e empresas em perigo

O gerenciamento de riscos ocupacionais

A avaliação dos perigos existentes no ambiente de trabalho é uma das etapas presentes no macro processo de gerenciamento dos riscos. Dentro das empresas, a busca por um plano de ação concreto e efetivo de controle e eliminação deles é o foco prioritário. 

Mas somente depois do levantamento primário, da identificação e da correta avaliação dos riscos é que se pode desenvolver um plano que reduz acidentes e o número de doenças ocupacionais.

Metodologia SESI: avaliação de riscos ocupacionais

A avaliação de riscos desenvolvida pelo SESI é um método complexo que exige o respeito às etapas existentes. Após levantados e adequadamente identificados, os riscos são avaliados e classificados em diferentes níveis, variando de “improvável” a “altamente provável”, quando calculada a probabilidade de acontecerem; e de “mínimo” a “crítico”, quando calculada a severidade desses riscos.

Para se chegar a essa classificação, são realizados cálculos específicos. Para a probabilidade de acontecerem, leva-se em conta a exposição ao risco e as ações de controle já existentes. Já a severidade é calculada levando em consideração a gravidade dos riscos, o número de pessoas expostas e a magnitude.

A partir do resultado encontrado, é possível elencar os riscos prioritários e que exigem maior atenção dentro das empresas. Somente com essa informação, é possível realizar um programa de gerenciamento de riscos completo e que seja realmente eficaz.

Quer conhecer os detalhes da metodologia SESI para avaliações de riscos ocupacionais? Leia aqui o manual técnico na íntegra.

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